sábado, 26 de dezembro de 2009

Perdoe-me.




Saturno me encerra em seu lúgubre mistério.
Eu sou aquela que se perdeu
No além e no aquém-dor
- Nem a dor me é certa ou exata,
Nem a minha dor é completa ou compreensível.
[...]
Aos poucos o mundo se torna
Novamente cinzento
Aos meus olhos secos.
Nada mais me comove,
Tudo me faz
Cada vez mais
Glacial.

2 comentários:

  1. Um quarto escuro.

    Ao fundo, melodias compostas por dois seres nascidos num país glacial, como as últimas palavras desse escrito.

    Sons que parecem fazer parte de um mundo desconhecido, que só a alma entende e sente.

    Nos olhos, secos ou não, azul. E palavras. Palavras que me comovem, como a música dos seres glaciais. Frios, produzindo algo que aquece?

    Paradoxos? Sim. Não importa quão frio esteja o coração, o que ele produz é capaz de acender e ascender qualquer ser, glacial ou não. Como muitas palavras lidas aqui, neste e nos últimos posts, porque...

    Everthing's Inside,
    Everthing is Illuminated,

    E como diz uma outra moça do país glacial,

    'All is full of love'

    Amocê, gêma (L)

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  2. Faço das palavras do Danilo, as minhas.

    'All (really is) full of love.'

    E vai chegar até você, vai te derrubar; de uma forma ou de outra. Num momento ou em outro.
    Não resista.

    :*

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:)